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Sempen firma contrato para planta de amônia verde no Porto do Açu

Sempen firma contrato para planta de amônia verde no Porto do Açu

Brasil tem potencial único para liderar produção de hidrogênio verde, e-SAF, metanol e amônia verde, avalia o CEO Juan Pablo Freijo


O Porto do Açu, em São João da Barra, e a Sempen, empresa especializada na produção de combustíveis renováveis, assinaram um contrato de reserva de área para a instalação de uma planta de produção de amônia verde. O empreendimento será localizado no hub de hidrogênio de baixo carbono do complexo porto-indústria, no norte do estado do Rio de Janeiro. A planta terá capacidade de produção de um milhão de toneladas anuais e a decisão final de investimento (FID) está prevista para 2027-2028, com a operação iniciando em 2030.

Para a Sempen, o Brasil apresenta condições únicas para a produção de combustíveis sustentáveis devido à sua matriz elétrica predominantemente renovável e à abundância de CO2 biogênico, elementos essenciais para garantir a competitividade do hidrogênio verde e seus derivados, em especial no mercado europeu. 

“O Brasil tem um potencial único para se tornar líder global na produção de hidrogênio verde, e-SAF (combustível sintético de aviação), metanol e amônia verde”, afirmou Juan Pablo Freijo, CEO da Sempen, em entrevista à agência eixos.

“Nossa principal tese é que o Brasil pode atender plenamente às exigências europeias para combustíveis sustentáveis, especialmente no que diz respeito aos RFNBOs (sigla em inglês para combustíveis renováveis de origem não biológica, devido à sua matriz elétrica renovável e sua capacidade de suprir demanda com alta sustentabilidade”.

Freijo explica que a amônia verde – que deverá ser produzida na planta no Porto do Açu – pode ser utilizada de diversas formas, fortalecendo sua relevância no mercado europeu de RFNBOs. 

“Vemos a amônia verde tanto como um vetor de hidrogênio quanto como um combustível para transporte marítimo. Muitas refinarias europeias já buscam substituir o hidrogênio cinza pelo verde, e a amônia desempenha um papel importante nessa transição”.

Ele calcula que na primeira fase de operação do projeto será possível produzir entre 150 mil a 200 mil toneladas de amônia verde por ano, até escalar a 1 milhão de toneladas anuais.

O executivo também comentou sobre os desafios da introdução da amônia verde no mercado interno brasileiro, em especial na substituição dos fertilizantes importados, o que poderia reduzir a dependência brasileira de outros países. Um dos gargalos é o preço.

“Apesar de termos recebido sinais de interesse, o custo acaba afastando os interessados”, observa o CEO.





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